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Casas atingem valor bancário mais alto da década - subiram 70 euros por m2 num ano

03 set 2018
Casas atingem valor bancário mais alto da década - subiram 70 euros por m2 num ano
Imobiliário
Em linha com o dinamismo que está a viver o imobiliário em Portugal, os bancos estão a dar cada vez mais valor às casas, dando um sinal ao mercado de que continuam disponíveis para conceder crédito à habitação. A avaliação bancária voltou a aumentar em julho, estando a subir há 16 meses seguidos e atingiu assim o valor mais elevado da última década. Num ano, o metro quadrado (m2) aumentou 70 euros, em termos médios, segundo o Instituto Nacional de Estatistica (INE).

Em linha com o dinamismo que está a viver o imobiliário em Portugal, os bancos estão a dar cada vez mais valor às casas, dando um sinal ao mercado de que continuam disponíveis para conceder crédito à habitação. A avaliação bancária voltou a aumentar em julho, estando a subir há 16 meses seguidos e atingiu assim o valor mais elevado da última década. Num ano, o metro quadrado (m2) aumentou 70 euros, em termos médios, segundo o Instituto Nacional de Estatistica (INE).

Os dados mais recentes do INE mostram que a avaliação bancária das habitações - no âmbito dos pedidos de financiamento para a compra de casa - voltou a subir, fixando-se nos 1.187 euros por m2 em julho, mais sete euros do que em junho. Está, no entanto, longe dos valores de compra e venda que em Lisboa, Porto e Algarve registaram subidas nos últimos 12 meses superiores a 20%.

Em comparação com o julho do ano passado, o valor médio é agora 70 euros mais alto, o que corresponde a uma subida de 6,3% em termos globais. Os apartamentos subiram 6,5% e as moradias valem mais 5,1%.

O presidente da Associação dos Profissionais e Empresas de Mediação Imobiliária de Portugal (APEMIP) considera que esta subida é "natural" e antecipa que "a tendência vai manter-se até ao fim do ano, replicando o desempenho do mercado”, admitindo mesmo que os preços subam (excluindo as zonas prime) entre 10% a 15%, estabilizando depois.

Os avaliadores dos bancos “seguem a tendência e os parâmetros do mercado, tal como sucedeu quando na altura da troika em que a banca puxava as avaliações para baixo", declara Luís Lima, citado pelo Expresso.

O indicador da avaliação bancária “tem o mérito de expurgar do preço médio as zonas inflacionadas de Lisboa e Porto, porque 90% dos empréstimos da banca são para habitações permanentes em zonas urbanas de famílias da classe média”, refere, por outro lado, João Nuno Magalhães, vice-presidente da APEMIP, citado pelo mesmo jorma.

Algarve e Norte, as regiões que mais se valorizam

Analisando a evolução face a junho, a nível regional, as maiores subidas para o conjunto da habitação aconteceram no Algarve (1,4%) e no Norte (1,3%), tendo-se registado descidas na Região Autónoma dos Açores (menos 1,9%) e a Região Autónoma da Madeira (menos 0,2%).

A taxa de variação homóloga (julho de 2018 face a julho de 2017) mais elevada para o conjunto das avaliações verificou-se no Norte (7,9%) e a menor no Alentejo (2,4%).

Por tipologia, e quando comparado com os valores médios do mês anterior (junho de 2018), a avaliação dos apartamentos aumentou cinco euros em julho, para 1.243 euros por m2 e nas moradias mais 13 euros para 1.090 euros/m2.

Nos apartamentos, o valor médio de avaliação bancária em Julho foi de 1.243 euros/m2, sendo o valor mais elevado registado na região do Algarve (1.550 euros/m2) e o mais baixo no Alentejo (999 euros/m2).

Comparativamente com junho, nos apartamentos, o Algarve apresentou a maior subida (1,6%), enquanto a Região Autónoma dos Açores e a Região Autónoma da Madeira registaram as únicas descidas (menos 2,1% e menos 0,1% respectivamente).

Nas moradias, em julho, que tiveram uma média da avaliação bancária de 1.090 euros/m2, os valores mais elevados registaram-se na Área Metropolitana de Lisboa (1.520 euros/m2) e no Algarve (1.435 euros/m2) e o mais baixo no Centro (941 euros/m2).

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