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Foz do Douro, o novo pólo de atração do imobiliário? Especialistas dizem que sim

18 set 2018
Foz do Douro, o novo pólo de atração do imobiliário? Especialistas dizem que sim
Geral, Imobiliário
A Foz do Douro - que se estende desde o Jardim do Passeio Alegre, até ao Castelo do Queijo - é a zona mais nobre do Porto e pode vir a tornar-se em breve no novo forte pólo de atração do investimento imobiliário na Invicta. Muitos dos profissionais, ouvidos pelo idealista/news, acreditam que esta será uma realidade em breve. A par da Foz, a Baixa do Porto vai ter também como rival a zona de Matosinhos Sul, onde a oferta para venda e arrendamento é agora escassa.

A Foz do Douro - que se estende desde o Jardim do Passeio Alegre, até ao Castelo do Queijo - é a zona mais nobre do Porto e pode vir a tornar-se em breve no novo forte pólo de atração do investimento imobiliário na Invicta. Muitos dos profissionais, ouvidos pelo idealista/news, acreditam que esta será uma realidade em breve. A par da Foz, a Baixa do Porto vai ter também como rival a zona de Matosinhos Sul, onde a oferta para venda e arrendamento é agora escassa.
A seu favor estão os preços da habitação, cada vez mais elevados na Baixa do Porto, que levam muitos clientes a procurar casa em outras zonas da cidade, gerando-se novas oportunidades de investimento a nível da promoção imobiliária. O preço médio do metro quadrado (m2) em projetos residenciais ascendia a 2.129 euros no centro histórico  e a 2.025 euros na Foz, segundo os dados da primeira edição do Marketbeat Porto, um estudo de mercado da Cushman & Wakefiel (C&W). 

Historicamente, morada de muitas das famílias mais ricas da cidade, a zona da Foz conta agora com um aliado de peso neste momento de relançamento: a recém-criada Área de Reabilitação Urbana - ARU Foz Velha, aprovada, por unanimidade, em reunião de câmara – um sinal muito positivo para a necessária ratificação, em Assembleia Municipal, que poderá acontecer em breve. Há quem diga, no entanto, que esta zona não precisava de ter uma ARU, já que os prédios em venda são escoados com rapidez. 

Zona nobre com zonas degradadas 

Carlos Vasconcelos, que através da Quantico-Albatross está a investir na reabilitação do palacete Montevideu - localizado na avenida marginal com o mesmo nome - não tem dúvidas do grande potencial da Foz. 
 

“É uma zona nobre da cidade e pelo seu interesse histórico e arquitetónico tem todas as condições para atrair investimentos de reabilitação, tanto mais que há muitas zonas degradadas”, destaca o promotor. 

O responsável da Quantico, que lidera a joint-venture que vai investir 18 milhões de euros na transformação do icónico palacete num projeto residencial de luxo, garante que “faz todo o sentido” que a autarquia tenha avançado com a criação da ARU na Foz Velha. 

Na sua opinião, “à semelhança do que se passou em outras ARU, isto permitirá a aceleração do investimento e a requalificação da zona”. 

Aumento da oferta como fator de equilíbrio 

Também Francisco Bacelar, presidente da ASMIP (associação que representa os mediadores imobiliários), acredita que esta zona tem tudo para que esta seja uma área de atração do investimento.  

“Claro que sendo uma zona tradicionalmente pouco acessível pelos preços praticados, talvez o aumento da oferta possa ser um fator de equilíbrio, para além das restantes vantagens ao nível de empregos, turismo", destaca. 

Assim, acrescenta Bacelar, “com as vantagens da ARU a produzirem efeitos, o interesse nos investimentos será uma realidade”. 

Dar incentivos apenas aos proprietários 

Mas há vozes noutro sentido. É o caso de David Pinto. O responsável da Promotop – que nos últimos anos tem promovido vários projetos na zona da Foz e do Fluvial -, coloca algumas dúvidas sobre a necessidade avançar-se com incentivos numa zona onde os prédios que são colocados à venda, rapidamente são comprados.  

“Estaria tudo bem, desde que os benefícios fiscais e os incentivos estivessem sempre associados, apenas e só, às pessoas (proprietários) inseridas no contexto da vulnerabilidade social”, alerta David Pinto.  

Contudo, acrescenta, “claro que os benefícios/incentivos também teriam de cessar automaticamente, ou mesmo serem devolvidos, a partir do momento que os imóveis recuperados/ampliados fossem alienados e se entrasse na especulação imobiliária”. 

Trinta a 40 prédios em reconstrução 

E há mesmo quem critique. Manuel Santos Silva, administrador da Cerâmica Valadares – com um largo curriculum na promoção imobiliária -, discorda da criação de uma ARU numa zona de forte procura imobiliária e onde os preços da habitação são elevados. Na sua opinião, “não faz nenhum sentido estar a dar incentivos numa zona como a Foz Velha, onde, neste momento, estão em reconstrução 30 a 40 prédios”. 

Acrescenta que a oferta imobiliária que surge nesta zona é rapidamente absorvida e os preços da habitação são altos “mesmo em prédios localizados em perfeitos buracos e em ruas quase inacessíveis”. 

Autarquia quer reduzir pressão do turismo no centro 

A Câmara Municipal do Porto, de acordo com a informação disponibilizada no site da autarquia, “com a aprovação da Área de Reabilitação Urbana - ARU da Foz Velha, que corresponde à nona ARU existente na cidade, prossegue a política municipal de incentivo a novas dinâmicas urbanas e económicas em áreas do território que vão para além da Baixa da cidade, promovendo-se, deste modo, a revitalização do património edificado e procurando-se reduzir a pressão do turismo no centro”. 


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