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Governo quer investir 450 milhões de euros em obras públicas até 2020, após ano ´horribilis´ em 2015

09 fev 2016
Governo quer investir 450 milhões de euros em obras públicas até 2020, após ano ´horribilis´ em 2015
O setor da construção civil e obras públicas poderá receber um pequeno balão de oxigénio com o “Plano de Dinamização de Investimentos de Proximidade”, que foi ontem (dia 2) apresentado pelo ministro do Planeamento e das Infraestruturas, Pedro Marques. Está previsto um investimento global de cerca de 450 milhões de euros até 2020, dos quais cerca de 370 milhões advirão de comparticipações de fundos comunitários.

O setor da construção civil e obras públicas poderá receber um pequeno balão de oxigénio com o “Plano de Dinamização de Investimentos de Proximidade”, que foi ontem (dia 2) apresentado pelo ministro do Planeamento e das Infraestruturas, Pedro Marques. Está previsto um investimento global de cerca de 450 milhões de euros até 2020, dos quais cerca de 370 milhões advirão de comparticipações de fundos comunitários.

Em causa estão cerca de 900 projetos, a maior parte dos quais de pequena e média dimensão. São obras direcionadas para a educação(construção de escolas) – cerca de 500 projetos –, saúde (construção de centros de saúde) – 110 projetos – e património cultural (recuperação e reabilitação de igrejas e monumentos, por exemplo) – 280 projetos. 

Segundo o Diário Económico, o “Plano de Dinamização de Investimentos de Proximidade” tem ainda como objetivos relacionados a eficiência energética na administração local e a proteção contra riscos naturais e tecnológicos. Está também prevista a criação de cerca de 11.700 postos de trabalho.

“São obras relevantes nas comunidades locais e importantes para o setor da construção civil”, disse Pedro Marques, durante a cerimónia de apresentação do programa, que decorreu na Figueira da Foz.

O governante revelou que os avisos de candidatura devem ser lançados até final desta semana, sendo que as candidaturas podem ser apresentadas até outubro, com uma primeira fase a realizar-se nos primeiros 45 dias.

“2015 foi o pior ano desde a entrada da Troika”

Para a Associação Nacional dos Industriais da Construção Civil e das Obras Públicas (AICCOPN) não há dúvidas: 2015 foi o pior ano para o Mercado das Obras Públicas, desde a entrada da Troika em Portugal, em 2011. As promoções de concursos de obras públicas caíram 22% no ano passado e o volume de contratos celebrados registou uma quebra de 35%.

No que diz respeito aos concursos promovidos, em dezembro, o montante total de concursos de empreitadas de obras públicas foi de 112 milhões de euros, o dobro do verificado em novembro, que tinha sido um mês muito fraco. “Este registo mensal positivo foi incapaz de alterar um cenário profundamente negativo neste domínio. Assim, 2015 termina com um total de 1.237 milhões de euros de concursos de obras públicas promovidos, valor que representa uma quebra de 22% face a 2014. Em 2011, ano em que Portugal recorreu à ajuda externa, o total de concursos promovidos era de 2.730 milhões de euros, duas vezes mais que o registado este ano”, refere a AICCOPN em comunicado.

Relativamente aos contratos celebrados, situaram-se, em dezembro, nos 107 milhões, mais 28 milhões que em novembro. “O ano de 2015 encerra com um total de 1.120 milhões de euros, o que representa uma queda de 35% face a 2014. Os contratos celebrados em resultado de ajustes diretos encerram o ano com uma queda de 0,2% enquanto os contratos celebrados em resultado de Concursos Públicos registam uma expressiva queda de 49,7% face a 2014”, refere a associação.

Fonte: Idealista

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