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Há mais brasileiros a comprar casa, mas franceses ainda são os que mais investem

07 mar 2018
Há mais brasileiros a comprar casa, mas franceses ainda são os que mais investem
Os franceses continuam no topo da lista dos estrangeiros que mais investem no imobiliário em Portugal: representam 29% do total. Ainda assim, o investimento brasileiro está a crescer, e já representa cerca de 19% da compra de casas por parte cidadãos internacionais. Em Lisboa e Porto, porém, os brasileiros já ultrapassam os franceses, com uma representatividade de 24% e 27%, respetivamente.
Os franceses continuam no topo da lista dos estrangeiros que mais investem no imobiliário em Portugal: representam 29% do total. Ainda assim, o investimento brasileiro está a crescer, e já representa cerca de 19% da compra de casas por parte cidadãos internacionais. Em Lisboa e Porto, porém, os brasileiros já ultrapassam os franceses, com uma representatividade de 24% e 27%, respetivamente.
Os gauleses mantêm-se no top dos estrangeiros que mais investem no país, mas é o investimento brasileiro que mais tem crescido, segundo a Associação dos Profissionais e Empresas de Mediação Imobiliária de Portugal (APEMIP). No top cinco nacional ainda marcam presença os ingleses (11%), os chineses (9%) e os angolanos (7,5%). De referir que 20% das casas vendidas em Portugal foram parar às mãos de cidadãos estrangeiros, ou seja, duas em cada dez.

“Há cerca de três anos que tenho chamado a atenção para o potencial que o investidor brasileiro representa para o imobiliário nacional, que se acentuou não só com a instabilidade política, social e económica que o Brasil atravessa, mas também com a eleição de Donald Trump nos EUA, que fez com que muitos brasileiros que haviam investido na Flórida, como é tradicional, procurassem alternativas seguras, como o imobiliário português”, disse o presidente da APEMIP, Luís Lima, que prevê que esta representatividade possa continuar a crescer este ano.

Mais brasileiros, mas menos chineses

Para Luís Lima é preciso, agora, tentar travar a quebra do investimento chinês. “Os chineses ainda representam 9% do total das vendas a estrangeiros, mas não podemos deixar de realçar a quebra deste investimento no panorama nacional”, realça o responsável, em comunicado. “É necessário que os procedimentos do programa de Autorização de Residência para Atividades de Investimento (ARI) sejam rapidamente normalizados, para evitar eventuais impactos negativos e desconfianças que os atrasos (na emissão e renovação de vistos gold) que hoje se verificam possam ter junto destes cidadãos”, acrescenta.

Lisboa, Porto e Algarve continuam a ser as regiões mais procuradas pelos investidores internacionais que querem apostar no segmento habitacional luso. Ainda assim, a procura tenderá a dispersar-se por outras regiões do país. “Há cada vez mais investidores interessados em apostar na compra de casa em locais fora das rotas habituais”, conta o responsável.

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