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Habitação: Oferta continua a descrescer...

13 dez 2016
Habitação: Oferta continua a descrescer...
Em Outubro, a colocação de casas para venda caiu pelo terceiro mês consecutivo; os preços das casas continuaram a subir em todas as regiões e as expectativas apontam para continuação da subida das rendas.

Em Outubro, a colocação de casas para venda caiu pelo terceiro mês consecutivo; os preços das casas continuaram a subir em todas as regiões e as expectativas apontam para continuação da subida das rendas.

De acordo com o último Portuguese Housing Market Survey, inquérito mensal produzido pelo RICS e pela Confidencial Imobiliário (Ci) que reflecte o sentimento de promotores e mediadores imobiliários que operam no mercado residencial, há cada vez menos oferta de habitação em Portugal Continental quer no mercado de compra/venda quer no de arrendamento. Os resultados do inquérito de outubro mostram ainda que a procura em ambos os mercados se mantém em rota de crescimento, o que tem pressionado em alta quer os preços quer as rendas.

 

Mercado de Compra e Venda

No mercado de compra e venda de casas, a procura continuou a crescer em Outubro nas três regiões analisadas (Lisboa, Porto e Algarve), ao mesmo tempo que se registou uma nova quebra nas instruções de venda. Este é o terceiro mês em que o volume de ofertas que chegam ao mercado cai, nota o PHMS de outubro. Esta diferença de ritmo entre procura e oferta tem sido reflectida sobretudo nos preços (que continuam a aumentar), já que, por agora, ainda não está a afectar as vendas. Aliás, o número de transacções continuou a crescer neste mês, naquele que foi o aumento mais acentuado desde Setembro de 2015. Em termos de expectativas, os inquiridos continuam a prever que as vendas aumentem no curto-prazo e que os preços sigam uma rota de crescimento quer a curto quer a longo-prazo. Nos próximos 12 meses, antecipam mesmo a possibilidade de uma subida elevada de preços em Lisboa, esperando-se que, a nível nacional, os preços cresçam cerca de 4% ao ano nos próximos cinco anos. 

No mercado de arrendamento, a procura também mantém a tendência de crescimento, contrastando com uma oferta em contracção por parte dos proprietários. Tal desequilíbrio voltou a impulsionar as rendas, que sobem há 18 meses consecutivos. Ainda assim, em termos de expectativas a curto-prazo, os agentes antecipam que a procura de produtos para arrendamento possa reduzir nos próximos três meses.

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