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Mais de 80% das casas vendem-se em menos de seis meses

14 mar 2018
Mais de 80% das casas vendem-se em menos de seis meses
O setor imobiliário nacional está ao rubro. As casas estão mais caras, mas nunca se venderam tantos imóveis. E os negócios ocorrem em tempo recorde. Os números revelados pela Associação dos Profissionais e Empresas de Mediação Imobiliária de Portugal (APEMIP) são esclarecedores: mais de 80% dos imóveis transacionaram-se em menos de seis meses.

O setor imobiliário nacional está ao rubro. As casas estão mais caras, mas nunca se venderam tantos imóveis. E os negócios ocorrem em tempo recorde. Os números revelados pela Associação dos Profissionais e Empresas de Mediação Imobiliária de Portugal (APEMIP) são esclarecedores: mais de 80% dos imóveis transacionaram-se em menos de seis meses.

“É absolutamente fabuloso assistir a esta dinâmica, sobretudo quando comparada com aquela que existia há cerca de dois/três anos, em que os ativos em carteira levavam até dois anos a ser transacionados”, disse em comunicado Luís Lima, presidente da APEMIP.

Segundo a associação de mediadores, que se apoia num estudo próprio – o Barómetro Imobiliário da APEMIP, relativo ao mês de dezembro de 2017 –, mais de um terço das vendas (37,78%) são concretizadas no máximo até três meses enquanto 46,67% das vendas são consumadas entre o quarto e o quinto mês. 
 

No que diz respeito aos preços dos imóveis transacionados, cerca de 55,6% das vendas custaram até 175.000 euros, valores que “espelham o grosso das vendas feitas no mercado doméstico”, explicou Luís Lima. Uma curiosidade: a maioria das casas vendidas (61%) foram T1 e T2. Seguem-se os T3 (31%).

Para o líder dos mediadores, “o grande desafio do setor imobiliário em Portugal é a ausência de stock imobiliário nas cidades, que é o principal fator para o acentuo de preços que se tem verificado no mercado”. 

A construção nova é vista, por isso, como inevitável. “Ao construirmos novo, estaremos a criar vantagens para as famílias, que encontrarão no mercado ativos à medida das suas possibilidades; para as imobiliárias, que terão mais produto para comercializar e para suprir as necessidades dos seus clientes; para a banca, que garantirá dividendos por via do financiamento ao investimento e por via do crédito à habitação; para as construtoras, que voltarão ao ativo criando mais emprego; e para o próprio mercado imobiliário que tem necessidade de aliviar os preços e de dar resposta às necessidades habitacionais”, explicou Luís Lima.

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